Caio Fernando Abreu

001

Luiz Roberto Benatti

Convivi de modo rápido com CFA na revista A/Z, antiga Around, de Joyce Pascovitch: quieto e inteligente. De suas andanças pela Holanda e arredores ele trouxera talvez a doença que iria descarná-lo até a dissolução final. Caio foi um desses escritores que, por força de elevada criatividade, escaparam do crivo hostil ou da indiferença de críticos que tudo fizeram para que a boa literatura nacional não conseguisse sair da trincheira enlameada. Esses novos talentos conheciam o dialeto do corpo e o submundo imundo das grandes cidades, filhos temáticos de Plínio Marcos, entre nós, ou de Genet, o francês. Caio foi receptivo aos meus breves ensaios: sobre o Aurélio, de quem critiquei a visão machista e infame sobre a definição do verbete mulher, ou então sobre os 25 anos de Notícias populares. Outro desses talentos, um pouco à margem, foi Rubens Piva.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s