Bate-papo de malandro

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Luiz Roberto Benatti

O coroa, os primo, ninguém lá no morro encara fanchona, biroba ou kula. E não vem não com essa de preconceito, coisa de gringo estudado. Raça traiçoeira. Se caio na tua pilha, tu logo me pede um brau. Nenhum doceis é chegado.Num dô brau nem careta. Pega o beco! Meta os ganho, ferrado de gilete, leva o bacana perfumado na bicaria e arranca uns coro de rato do trouxa, em Copa, no Leblon ou mais pra lá, no Estácio. Deixa de sê prego. Pensa que é só usá tora rego ou teta de fora? A tua despinguelou feio. Branguelão engomado, ruço encardido. Tem medo dos cana? Quem tem fiofó tem medo. Corage? Toma umas birita ou gel. Tem filé concorrente na Lapa? Conta lenda, enche o rabo do bacana de ouro do veneno. O bunitão anda de Chepala e tu de camelo? E daí, Mané? Os cara não passa duns bucho de lama. Se liga na fita, véi, e não se meta em praia melada de cocô. Da larica você não sai mais nem com reza braba e você vai virá salame podre. Tô lombrudo com você, serrote sem proveito. Tu deve nas boca e os mano não vai pagá sapo não. Noutro dia tu aprontou e foi se escondê nas prima. Tem dona lá? Corta dos dois lado? Tu tá é de fulerage. Chega de zuera. Vou puxá um zero bala.

 

 

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