A Mulher e sua bruaca de Pragas A mulher existe ou insiste? A Mulher: como fonte  de danações eternas Pandora  X  Eva  X  Mulher (séc. XXI)

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Elko Perissinotti  &  Luiz Roberto Benatti

Pandora nasceu aos 14 anos de idade e suicidou-se aos 36!Contra as previsões de Balzac, suportou a caricatura à Balzac apenas por 6 anos.  A criatura de Zeus sucumbiu à sua  diabólica sina marcada por  poderes desejantes. Portadora da beleza e sabedoria a ela conferidos por Afrodite, dispunha também da malandragem e da sapecagem recebida de Hermes. E, assim, a Humanidade se ferrou. E Eva?! Sim, a Humanidade se ferrou por duas vezes – quando será a terceira?  Talvez quando elas se cansarem do espelho das academias.

Era uma vez o início dos tempos… Só havia deuses do Olimpo e seus ancestrais imediatos – o  Titãs. Não havia homens, mulheres  nem animais. Os titãs criaram os deuses, mas não esperavam levar  golpe fatal, aliás golpes fatais têm sido modismos aqui e acolá. Subjugados os titãs Prometeu e Epimeteu trataram de lavar a própria alma, jurando lealdade a Zeus, o chefão dos chefões.Eis nesse ato o nascimento da poderosa Brastemp: wash your soul com ou sem sal.

Tudo quanto é titã, acaba sendo derrotado (ou vencedor?!). O Titanic apanhou feio do iceberg que o espreitava, e emborcou majestosamente! Há, no entanto, uma boa exceção: a Banda! Os Titãs – os músicos – derraparam para todos os lados, quase caíram, perderam vários titãs, mas aí estão, sobreviventes.O transatlântico, sabemos hoje, só foi a pique porque ignoravam que Kate Winslet viajava nele.

Nessas confusas histórias do Olimpo, Prometeu criou o homem, do barro, com requintes de perfeição. Coube a Epimeteu a criação dos animais. Até aqui, nada de mulher para bagunçar o coreto (isso mesmo, a mulher nasce como derivação da ira divina). Prometeu dá ao homem o proibido fogo divino, roubado do Olimpo. Com fúria imediata, Zeus o acorrenta ao Monte Cáucaso, com uma sentença condenatória de 30.000 anos. Nesse tempo, o abutre Éton viria comer-lhe um pedaço do fígado, mas teve que vir diariamente, uma vez que o órgão se regenerava durante a noite.

Insatisfeito com esse castigo, Zeus necessitava de um ainda maior, o maior do mundo… Eureka (teria soprado Arquimedes, ainda não encarnado!): a criação da Mulher! Agora, sim, não poderia haver mal maior nesse mundo dos homens. Pandora – aquela que possui todos os dons dos deuses – nasce aos 14 anos de idade pronta para matar, dizemos, casar. Imediatamente recebe cuidados especiais de Afrodite, Hermes e outros deuses. Lindíssima, muito sábia, culta e (graças a Hermes) sapeca/sedutora.

Epimeteu é o marido escolhido por Zeus, e não resiste (até hoje é assim) aos encantos da diva (Prometeu o avisara para não confiar nos deuses). Pandora recebe o seu presente: uma bolseta, talvez uma pequena urna que jamais poderia ser aberta, sob qualquer hipótese, pois poderia ser muito perigoso.Não mexa no que está quieto, ensinou Mazaroppi.

Convidamos o leitor a presentear uma bela namorada com uma linda caixa, terminantemente proibida de ser aberta, como se esse acordo simbolizasse a eterna união do casal.Eterno é o tempo que dura até que o relógio deixe de funcionar.

Zeus, muito astuto, sabia que Pandora iria acabar desobedecendo. E deslizes para cá, truques para lá, entre ela e Epitemeu, aparentemente Pandora abre a caixa, liberando todos os males do mundo que ali estavam contidos e retidos: o ódio, a raiva, a ganância, a dor, a ganância outra vez, o egoísmo, a luxúria, a doença, a guerra e a morte. O ser humano estava fadado às desgraças e ao sofrimento para toda a eternidade. Pandora foi primeiríssima a nos ferrar com um pequeno ensaio das pragas bíblicas (as dez pragas do Egito). Chorou, chorou, chorou e se matou aos 36 anos.

Pandora e Eva (a bíblica) candidataram-se ao concurso de Miss Universo: deu empate! Nenhum milímetro de diferença em busto e quadril! Mas ambas deram com os burros na água. Pandora namorou Narciso, e sabemos que o cara só entendia mesmo é de espelhos. E Eva experimentou Adão, mas queria mesmo era a sucuri, com ou sem maçã.Um dos grandes mistérios do amor no Éden é saber se Adão fumava antes ou depois da sapecagem.

Com isso estamos ferrados porque já nascemos com o pecado original (entenda-se, o pecado do sexo) e haja solução salina para jogar em nossas cabeças enquanto abrimos o berreiro (dizem que é o demônio que está saindo!).

Devido às mulheres, nós homens perdemos um montão de coisas boas, por exemplo, não ter de trabalhar!

Ocasionalmente, estivemos relendo um texto do renomado psicanalista Prof. Jorge Forbes (Elko foi seu aluno), escrito em Miami, em 2013, “A mulher, de Lacan, que não existe”. Aproveitamos, com pequenas alterações, somente as citações sobre a condição do feminino ao longo da história, citada por inúmeros sábios.

Já no Gênesis, Eva, doida pela sucuri, é obrigada a parir com dor e descabelar-se com a culpa do pecado original.

O Código de Manu (XIII AC) mostra que a mulher é plenamente descartável, mas somente após ser muito bem comida, por várias vezes.

Buda (600 AC) nos ensina que a mulher é perversa, sapeca e mentirosa.

Péricles (estadista ateniense – 450 AC) explica que elas não devem  nem podem ser cidadãs.

Eurípedes (dramaturgo grego – V AC): somente duas coisas úteis, que fiquem em silêncio e sejam sempre modestas.

Aristóteles (filósofo): as mulheres são notoriamente inferiores e impotentes, devendo, portanto, ser muito obedientes.

São Paulo (santo cristão – I PC): elas somente podem viver sob a marca do silêncio e da submissão. Ensinar e dominar: nunca!

Maomé (profeta islâmico): se desobedecer ao marido, a mulher poderá ser surrada.

São Tomás de Aquino: em primeiro lugar, o pai; em segundo, a mãe.

Molière:  o homem manda e a mulher obedece.Questão de autodefesa, porque seu nome verdadeiro era Mulher.

Voltaire:  a mulher burra é uma benção.

Hegel:  o cérebro da mulher não alcança saberes mais elevados.

Oscar Wilde:  a desgraça é que quando começam a envelhecer as mulheres se transformam em suas mães.

Tolstoi:  quem destrói tudo o que há de bom na humanidade? Elas.

Ortega y Gasset: a mulher nos ata nos limites da mediocridade.

Elias Canetti (prêmio Nobel):  quando a nossa cabeça começa a fraquejar, ficamos semelhantes às mulheres.

Entemdam: nós amamos todas as mulheres que nos amam.

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