Os bares morrem ao amanhecer, quando as cinzas das livrarias já não sabem mais como ler

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Luiz Roberto Benatti

Na livraria, você se embriaga, viaja numa nuvem, afoga-se num riacho de sonhos; no bar, você lê na tulipa a inquietude e o sono do garçom depois das 3 da manhã.CTV teve bares mais coloridos que a alegria da garota dO mágico de Oz e todos eles morreram ao amanhecer quando a última cadeira do penúltimo boêmio foi posta em cima da mesa: Tartaruga, Bellini, Bar São Pedro, A toca, A paulicéia, A cabana na versão do 65, Lavínio, Casablanca. Nas décadas dos 50 e 60s, seis eram as livrarias instaladas e recheadas de livros da Praça 9 à Paraíba. Os bares se metamorfosearam em garagens, extensões da sala, foram para os confins da cidade para apreciar o nascer do sol no campo, mas as livrarias esqueceram-se de como fazer para resgatar o leitor para os mundos abissais da fantasia.   

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