Travessias noturnas de Ágata

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Luiz Roberto Benatti

 

incrustou-se a pedra em seu púbis

iridescente como noite de chuva

o freguês bebia raio e trovão

Ágata abria e fechava a sombrinha

com metáforas de dor estampadas nos vergalhões da ponte

a nudez de ontem está fria

e ficou esquecida na cama do motel

todos os tapas se parecem

com ameixas roxas tatuadas por um escorpião notívago

Ágata volta para casa onde a xícara de café da tarde

aguarda pela omelete com gosto de

 pesadelo

e filme romântico de Hollywood

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