Velhos carnavais

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Luiz Roberto Benatti

 

Não há na secretaria da Educação quem não tenha lido Vygotsky, educador soviético que se deu conta da perda da espontaneidade da criança com o rearranjo da consciência rumo ao aprofundamento da materialidade e o erguimento da Moral. Essa é a questão básica das criaturas, independentemente da escolha da profissão na vida adulta. Instrumentos e linguagem são construções da mente humana e ambos imbricam com o simbólico. “As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade”, escreveu o educador russo. O Carnaval faz parte do brinquedo, da distensão, da coisa lúdica, num certo sentido da perda da consciência crítica, do adiamento da  busca obsessiva do lucro. Noutros tempos, o confete atirado sobre o futuro prefeito era espontâneo, apesar da contração do corpo.

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