Matou a família e foi à escola

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Luiz Roberto Benatti

 

Numa hora dessas, Filipe Brida poderia projetar no cineclube da FAFICA o filme de 1969 de Júlio Bressane e, na semana seguinte, se os espectadores continuassem interessados nesses surpreendentes enredos de família, Dormindo com o inimigo. Quanto mais alto o muro fronteiro da residência, tanto mais estreita a fossa que separa atos de normalidade de ações de criminalidade. Desde Sigmund Freud, a psicose está na moda. O adolescente era calmo, pacífico, ordeiro etc., falava baixo, adorava papai e mamãe, brincava com a vovó, sabia atirar graças às lições de papai, dirigia conforme os ensinamentos de mamãe, via e revia no x-p Amityville, dizia na escola que, amanhã ou depois, seria matador de aluguel e, na véspera de sangue e espanto, confidenciou que o dia seguinte seria o último em que viria à escola. Se nenhum fato novo surgir da espessa poluição paulistana, mais um adolescente pirado terá liquidado com a calma e o rigor que se recomendam para os  atos de regicídio a família. Os incrédulos poderão enviar aos familiares sobrantes coroa de flores com a inscrição “NÃO ACREDITO!”

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