Jason Bourne e Xavier de Maistre, ou como os acontecimentos do mundo estão em toda parte

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Luiz Roberto Benatti

O livro de Xavier de Maistre – Viagem à roda de meu quarto – continuará atual se você entender que no cômodo há um computador e, sentado à mesa de trabalho, um sujeito de nossos dias, ainda que o francês também tivesse se deslocado pelo mundo físico, tanto é verdade que se casou com a dama de honra da czarina russa. Todavia, ninguém se desloca mais do que Jason Bourne, ainda que ele também marque encontro em praças, largos espaços que ainda mantêm certa identidade com a ágora ateniense. A ágora contemporânea não é mais o lugar em que se repensa a democracia nem o espaço da dialética, hoje dilacerada, pisada e queimada pelo Capital espalhado pelo globo. O Capital está em toda parte em cujas geografias ele faz escravos, movimenta-se com assanhamento e avança sobre os bens da Natureza. Vejam os deslocamentos de Jason em apenas um dos filmes:

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O itinerário de Jason Bourne é o mapa físico revestido pela supraconsciência da rede capitalista  geradora de realidades sem-fim. Devemos nosso destino ao grande Capital.

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