MANDELA E A LUTA PELA LIBERDADE

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                                   Sérgio Roxo da Fonseca

 

Estive rapidamente com Nelson Mandela em São Paulo que visitava a Catedral da Sé ao lado de Dom Angélico Sândalo Bernardino, hoje arcebispo aposentado de Blumenau, na época auxiliar do Cardeal Dom Evaristo Arns. Três homens voltados à luta pela democracia e pela liberdade.

Todos eles participaram de acontecimentos históricos em busca de estruturas sociais abertas para todas as pessoas, independentemente de suas raças, de suas origens e de suas definições religiosas.

Mandela ficou preso durante vinte e sete anos. O Cardeal Arns foi vítima das mais abjetas calúnias. Dom Angélico abriu as portas da Catedral de Ribeirão Preto para receber uma multidão de pessoas, muitas delas estudantes, que pugnavam pela reinstalação da democracia no Brasil.

Afirma-se que é plurissignificativo o conceito de liberdade. No entanto, todos nós sabemos que na essência liberdade é o mesmo que estender ao próximo todos os direitos pelos quais somos identificados.

É possível discutir a existência de limites entre o bem e do mal. Mas qualquer um identifica o que é a justa razão e o sentido do respeito ao próximo. Todos são iguais perante uma estrutura jurídica instalada com fundamento no princípio da soberania de um povo, a se proclamar que todos os poderes dele emanam e nenhuma constrição pessoal poderá ser imposta, por qualquer autoridade, se ela não estiver exercendo poderes em seu nome, ou seja, em nome do seu povo.

O modelo moderno de democracia tem idade bastante curta. Um pouco mais de 200 anos, após a instalação da república pela Revolução Francesa, cujos alicerces tanto influenciaram os norte-americanos na luta pela libertação de seu país. E, a partir dali para todos os limites humanos.

Como se sabe, a luta pela democracia e pela liberdade é incansável, como são incansáveis aqueles que contra ela lutam. Daí deriva a certeza segunda a qual enquanto existirem Mandela, Arns e Angélico a luta não desaparecerá, mantendo o sol a brilhar pelos caminhos de todos os homens. Sem ato de exceção, sem fossos de discriminação. Iluminando até mesmo os passos daqueles que batalham contra a fraternidade humana.

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