Manual do embromador

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Luiz Roberto Benatti

  • O embromador jamais acorda com os patos, mas apenas na primeira cantada dos pratos.
  • Com dois de paus no punho da camisa, ele canta de galo e diz ter 7 de ouros;
  • Como o rei Luís da Baviera, ele reforma o palácio e o decora com lâminas de ouro e reluzentes pedras de diamante;
  • A única ópera que ele conhece é o Fantasma da ópera, de olho na máscara deixada no camarim;
  • Ele jura de pés juntos que Napoleão foi levado para Elba num Ford Tudor charutinho;
  • Quando ele passa por um mendigo, às duas da manhã, no Inverno, ele manda o guarda incinerar o cobertor do desgraçado;
  • O mendigo, embaixo do cobertor, à luz tênue duma binga, lia Os miseráveis de Vítor Hugo;
  • O embromador é irmão do Engrupidor e primo do Blefador;
  • A cada dia o embromador inventa uma nova: se chove, ele promete a estiagem; para a esfericidade da Lua, ele apresentará novo projeto duma Lua quadrada;
  • Ele se olha no espelho, mira e remira o rosto glabro e reafirma ser um cara modesto e maravilhoso.
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