Mark Rothko: anônimo

Jirki Kiisknen /

bENATTI

enquanto caminhamos não temos medo de nos aproximar da pintura

no vale da sombra da morte,  entramos num  vasto espaço

estamos nos aproximando de uma volátil  nuvem  vermelha ou  janela desconhecida

trata-se de uma ilusão, você diz:  janela ou  nuvem

quero que ela me engula, espete-me  com um palito de dente

não  toque a  cor vermelha: você quer ver, não há recuo

nada no vale da sombra da morte nos leva a uma nuvem de sangue

quem diz: “Formas planas destroem a ilusão e revelam a verdade”?

isso me conduz  com força, apenas a superfície da cor me surpreende

o silêncio é tão verdadeiro quanto o brilho do lado externo  da pintura

seria até mesmo uma nuvem de sangue. Ou janela explique mais, eu exijo

mas a nuvem não me  responde. O preto nos enclausurou  e a nuvem quer afastar-se, estou certo

do que impressionou: acho que me  lembrei de  quem eu era

 

Helsínque, numa  quinta-feira, 6 de agosto

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