A memória das coisas: Geraldo Vignolli e o gabião do Parque dos ipês, VI

Luiz Roberto Benatti

Com o gabião do Parque dos ipês, Vignolli fez pelo menos duas coisas: 1ª.) ampliou  a obra de 1983 do Zé Alfredo, nascida  do grande pesadelo provocado pela enchente, e que por pouco não levou de roldão rio abaixo a parte cesárea do São Domingos, na altura do prédio da prefeitura e imediações, e 2ª.) conectou essa grande escultura hídrica à história mundial.Se o catanduvense sequestrar a família num domingo desses, e a  mantiver  por hora ou hora e meia distante das bobagens da televisão, poderão mulher, filhos e a sogra ver uma obra absolutamente necessária e de enorme efeito visual. Gabião ou gabione é uma grande gaiola que se enche de pedras, às vezes de concreto ou areia, como a corbeille de Leonardo da Vinci, para conter as águas fluviais ou escorar muros de arrimo. Os gabiões foram usados também no assalto aos castelos. Os gabiões são muito antigos e, no árduo trabalho do corte das pedras que o servem, escora-se também a arte escultórica. A reurbanização do São Domingos, em fase de elaboração, cruzará o século XXI. Quem tem cabeça a ajusta pelo  prumo.  

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