Clóvis Molinari Jr.

Luiz Roberto Benatti

Há poucos meses, quando eu, Solange e Ricarda estivemos com o Clóvis na Cachaçaria, pareceu-me que,

um pouco como Almodóvar em Dor e glória, ele desenrolou a bobina de seu filme pessoal e intransferível,

falou da doença, sem pieguismo, de seu trabalho com o cinema, no Rio de Janeiro, com  paixão e memória

irrepreensível. Nenhum retoque extra, tudo achava-se ali e, se lapsos havia, eles estavam previstos no roteiro.

Duzentos documentários, maquinário, cadernos de notas, mil lembranças. Comprometi-me com seu irmão e

filho que desse acervo cuidaríamos com desvelo para que a moçada possa usufruir do tempo e o espaço cine-

matográficos cosidos em épocas em que o cinema alimentava nosso imaginário, sem cerveja ou bobagem.

A noite foi memorável.

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