A propaganda é a alma do negócio: pregar contra o adversário é nosso sacerdócio

Luiz Roberto Benatti

O uso das redes sociais em outubro passado deu à classe média estrepitosa vitória, e tudo aquilo funcionou como se o país estivesse em guerra. Propaganda e contrapropaganda são muito antigas, todavia nós nos embaraçamos com  os fios de raciocínio ao pensar que o meio poderia ser outra coisa que não a mensagem. De que meios lançou mão o papa Urbano VIII, em 1633, para propagar a necessidade de alargamento das áreas de influência da fé cristã, se não que a fé cristã deveria constituir-se no meio único de salvar do pecado as almas humanas? A salvação estava nos Evangelhos, tão recomendados, que na Segunda guerra os aliados propagaram que a Bíblia estava sob a ameaça dos nazistas. Quase sempre, a propaganda constrói-se e se difunde com base na falácia, dentre as quais o argumentum ad náuseam ou a repetição da coisa necessária até à náusea é absolutamente necessária. Assistimos à prática todos os dias nos últimos meses, bem como o apelo ao medo ou o uso do bode expiatório. Não basta você afirmar que o produto do adversário está deteriorado sem repetir  que o que você oferece é saudável. Enfim, você terá de embrulhar em papel vistoso a mentira para que ela pareça verdadeira.

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