Blade runner é um filme enciclopédico

Luiz Roberto Benatti

Com a Netflyx, o espectador tem a oportunidade de ver ou rever Blade runner para entender, dentre outras coisas ou proposições, onde, nos preciosos fotogramas em chiaroscuro, estaria a pá rotora do título ou, então, algo mais metafórico que explicasse a possível presença duma lâmina no interior duma galeria ou claustro. Talvez os espectadores fiquem mais preocupados com discutir a construção de pessoas humanas ou não em laboratório de genética e a finitude dos seres. O filme é enciclopédico, de tal modo que, num debate, talvez pudéssemos começar pela locação no Edifício Bradbury, com escadas sem-fim e elevadores antigos, corredores recortados por alongadas penumbras ou  infiltrados de água. Ridley Scott encantou-se com a arquitetura do prédio  cuja inspiração deve ter vindo das cidades futuristas do arquiteto italiano Antonio Sant’Elia. Outra citação de Scott é a tela de Hopper Nighthawks ou Aves de rapina noturnas que se presentifica o tempo todo nas tomadas externas.

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