Andrej Kafka e os dois irmãos

Luiz Roberto Benatti

Com modéstia, confesso aos amigos que nunca soube  ao certo como foi a história dos  três irmãos Kafka ou se, de fato, não teriam  eles sido fruto duma invenção cinematográfica espalhada pelo mundo por Fritz Lang. O tempo passa e as coisas viram fumaça. Eram muito parecidos, a ponto de as  futuras mulheres ora beijarem um como se fosse outro e o outro como se se tratasse do um. Andrej, depois de brigar com pai e mãe, casou-se com Aponi, Drahoslav, por fim, decidiu-se pela mão de Kimera e Jan amarrou os panos com Flutura. As três eram tão bonitas como a mais encantadora das borboletas e os maridos eram vidrados em ópera, em particular Madame Butterfly de Puccini. Como se casaram no mesmo dia, resolveram também que iriam curtir a lua de mel na Itália, onde desembarcariam no dia da estréia da ópera, no Scala de Milão, em 17 de novembro de 1904. Saíram do Scala com as falas da ópera em compasso vibratório nos ouvidos, cancelaram as reservas no hotel e, da Itália, migraram para o Japão para nunca mais voltar a um mundo sem gueixas, espada de samurai e haraquiri.

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