Três coisas sobre João Elias

Luiz Roberto Benatti

1.Embora fosse ele emotivo, nunca o pilhei como piegas. Pieguice e senso de humor se excluem. As manifestações piegas incorporam-se ao discurso humorístico por seus exageros e lágrimas que caem como chuva de Verão: curta e barulhenta.  João nasceu e se fez em Catanduva, de onde  retirou parte de sua matéria prima, mas seu senso de direção o levou para São Paulo e o Rio de Janeiro.

2.Ele foi fiel aos amigos e aos livros seminais que leu no Clássico do Barão. Com Nélson Kazuo Kuzuhara tomou gosto pelo desenho e a pintura, mas com Simon Tygel, a quem  acompanhou pelo restante da vida até que ele próprio pôde rescreveu seu Diário de um amante,  deu-se  conta da poesia lírica feita de carne e espírito. Lemos o francês na belíssima tradução de Guilherme de Almeida.

3.Ele se moveu pela criatividade, respirava o texto em tempo integral. O catanduvense não sabe mas ele escreveu grande parte dos sketches da Escolinha. Nos tempos da Família trapo ele e Adoniran inventaram cacos inesquecíveis.

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