A morte da ferrovia & a agonia das cidades cafeeiras

Luiz Roberto Benatti.

Embora o café continue a ser consumido no mundo todo, o universo que o abrigou por décadas deteriorou-se no fundo do coador. O pior disso tudo é sustentar que o carro (pobre carro!) tem de ser protegido ou santificado nas ruas São Paulo e XV de Novembro, como um bebê que às 3 da madrugada grita de cólica. De modo geral, as pessoas ignoram fatos de história e a Câmara bota fogo numa fornalha congelada. No dia 5 de fevereiro de 1958, uma locomotiva diesel elétrica passou pela estação da Rua Rio de Janeiro: era a no. 1005 muito parecida com a branca (no. 1004) da imagem. Era uma das 5 unidades importadas dos EUA. Funcionários graduados da ferrovia viajavam na composição, além de dois engenheiros norte-americanos e alguns convidados. Como tudo ou quase tudo sucateia-se nestas bandas do mundo, a 1005 deve estar coberta por ferrugem num dos pátios da FEPASA.Para os adoradores do automóvel, envio imagem de uma das centenas de  fábricas abandonadas de Detroit.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.