CTV: 1918: três povoados, Município, luz elétrica, gripe espanhola e gafanhotos – Parte I

CTV: cardial & cruel  

Acuados pela grande seca do final do século XIX, prolongada e arrasadora  –  tanto é verdade que, depois de devastar Java, Nova Caledônia, parte da China e da Índia, calcinou também o Norte baiano e o Sul de Minas  -, os mineiros  arriaram os cavalos, aparelharam os carros de boi e, migrantes audazes, cortaram em linha reta o extenso planalto de Barretos  até alcançar Cerradinho/ CTV. Henrique Dumont, o pai do aviador, com 300 contos de réis e 80 escravos, saiu de Caxambu com a  família, foi para Casa Branca e, de lá, rumou para Ribeirão Preto, de olho nas terras vermelhas  ricas em basalto (Anote o leitor que as terras não eram roxas, mas vermelhas, em razão da má tradução de rosso/rojo, do Italiano e Espanhol) . Cerradinho, diminutivo de cerrado, é vegetação compacta ou densa, mas também vegetação xerófila dos planaltos, razão por que seu nome não se aplicava a CTV que, por sua vez, e em tempo algum, significou “terra de mato ruim”. Não fosse por razão diversa, o seria porque o café só medra em terras favorecidas pelo trabalho vulcânico, produtor do minério de ferro incrustado no basalto. Por isso é que o solo de basalto é vermelho, como vermelha será a fruta do café. Quando o sol da canícula dardeja o minério de ferro deitado no solo, suas reverberações imprimem-se na íris do colono até que, nele, aparecem os primeiros sinais da hemeralopia ou cegueira noturna. A riqueza do café é a catarata do colono. CTV ou Piptademia moniliformis é árvore leguminosa mimosácea, o angico-surucucu, a rama-de-bezerro, o pau-branco ou pau-carrasco. Desse modo, convido os professores das escolas da cidade a explicar para os alunos a diferença entre conteúdo e continente, quer dizer, CTV é o conteúdo, o angico, e não o continente – o equivocado mato ruim.

A topografia da cidade, feita de talvegues, quer dizer, colina acima, platô, colina abaixo, fio de água, e assim por diante, nos 2 lados de CTV, e o imenso charco do Rio Japurá/São Domingos obrigaram os antigos moradores a isolar-se na parte elevada dos talvegues – São Francisco, Higienópolis e Vila Motta, até que, aterrado e desidratado, puderam eles atravessar sem perigo e medo de contrair febres palustres o rio, quer dizer, da cidade imperial subiram o paredão da Rua 3/Brasil para edificar a cidade republicana ou getuliana. No dia 1º. de Maio de 1910, há 109 anos, portanto, a locomotiva Baldwin no. 9 passou pela Railroad & co. pela primeira vez, e, daí em diante, até meados dos anos 50s, ou um pouco mais, CTV foi cidade de musculatura econômica vigorosa, população ordeira, limpa, moderna e dirigida por bons administradores, nenhum dos quais divididos entre os mil negócios particulares de empresário e as funções públicas de prefeito. Quando a Baldwin pôs-se de novo em marcha, rumo a Catiguá, e até 1917, CTV traçou um roteiro de 8 passos para a consolidação de seu progresso: 1º. passo: a inauguração da estrada de ferro; 2º.: a inauguração da banda 24 de Julho do maestro Ernesto Scorza Carvalho, em 1914; 3º. passo: o lançamento do jornal O município, de Deodato Monteiro de Barros, no dia 15 de março de 1915, e 4º. passo:  a edificação da paróquia de São Domingos, cujo pároco anterior ao pe. Albino foi Maurício Caputto; 5º. passo: a inauguração do Hotel Accorsi/Di Cunto, atual Hotel dos viajantes; 6º. passo:a instalação, por Gattaz Neme Maluf, da Empresa elétrica Cerradinho, cujo dínamo localizou-se na Rua Paraíba, entre a Brasil e a Pará; 7º. passo: a fundação do Clube 7 de Setembro, local de resistência republicana contra fascistas empedernidos; e o 8º. e último passo: a construção na Rua Goiás com a Mato Grosso do hospital do  médico José Zaccaro, com recursos próprios. Zaccaro transferira-se de Monte Alto para cá e o hospital ficou pronto em 1920. No dia 6 de setembro de 1918, de São Paulo, Ernesto Ramalho passou telegrama em que comunicava aos catanduvenses a transformação do distrito de Vila Adolpho no Município de Catanduva. Via férrea, hotel, luz elétrica, jornal, hospital, banda, paróquia, clube, enfim, o transporte de passageiros e mercadoria, além do envio de café para o porto de Santos; a luz elétrica para você ler o jornal à noite; o lugar da intemporalidade e encomendação das almas, bem como a transcendência do espírito, e o local de ajuntamento dos cidadãos para a troca de idéias. Como disse Ítalo Calvino em As cidades invisíveis: a vila é algo orgânico, coisa viva que precisa ser redescoberta aos poucos e com muita paciência. Até Warley Agudo Romão, 22 foram os prefeitos de CTV, todos eles feitos dum tipo de bestunto que lhes deu bondade, capacidade gerencial e grandeza de alma para distinguir o lugar da coisa pública da privada.O fim do ciclo do café e a prefeitura como o lugar de saciação da aura sacra fames/a fome maldita do ouro  impediram a cidade de ser aquilo que ela poderia ter sido.

O Rio São Domingos e suas três metáforas

No fundo do vale, entre duas colinas – a  parte velha ou imperial da cidade (São Francisco/Fazenda Moreira, & Higienópolis) e a nova ou republicana (Praça da República/Largo do Café & imediações) claudica o Rio São Domingos. Ao cruzá-lo, você poderá fingir que não o vê, mas ele o fotografa com sua câmera-olho cinza-esverdeada. O rio é um corte cesáreo aberto no baixo ventre da cidade, ali inscrito de tal modo, que você não poderá teletransportar-se no tempo histórico da urbe sem transpô-lo. Onipresença fluvial obsessiva e indiscreta. Assim como os baianos oferecem a Iemanjá flores, espelho e pente, deveríamos presentear o São Domingos com mais 5 ou 6 pequenas e simpáticas pontes fletidas sobre ele. Teria sido hidrograficamente interessante manter a lembrança do nome Japurá, porque, desse modo, jamais iríamos pensar que, nas cheias, o rio fazia o que jamais deveria ter feito. O velho Japurá é como Macunaíma – rio sem nenhum caráter. O nome cristão de batismo, e que lhe foi dado, talvez, para com ele perpetuar-se o nome de Minguta, não nos remete a qualquer sentido metafórico, mas tão-somente à biografia do santo. Quando Domingos Borges da Costa instalou-se no entroncamento do Japurá/São Domingos com o Córrego dos Coqueiros/Minguta, o rio podia ser pensado por sua denominação indígena de procedência caiouá: Japurá quer dizer mentira, porque, nas grandes cheias, ao espraiar-se dos fundos da FAMECA até a Estação Rodoviária, a tudo ele encobria ou velava, e suas águas suspensas escondiam febres palustres (tifo, paratifo, maleita). O rio mentiu ao caiouá, quando nele sumiram-se, tragados pelas águas barrentas, tacape e borduna; mentiu a Minguta, quando ele molhou o cós da calça arregaçada; mentiu ao criador de porcos, quando o rio afogou-lhe um dos animais na curva dos bombeiros e mentiu ao negro que se alimentava de macaco-da-meia-noite, o segundo sentido metafórico do rio. O Japurá só não mentiu quando, por muitas décadas, talvez séculos ou milênios, antes e depois das cheias, plantou, ao longo de suas margens, a bela voquísea, o terceiro nome metafórico do rio.

Entre o cafezal e o canavial, o tatu cava a toca da regressão econômica

Há 292 anos, em 1727, o oficial português Francisco de Mello Palheta trouxe para o Brasil  as primeiras mudas de café das Guianas. Passados 150 anos, entre 1881 e 1890, entraram no País, pelo porto de Santos, 530.000 emigrantes destinados aos cafezais paulistas. No Estado de São Paulo, instalaram-se 41 novos municípios. Em números redondos, para cada 100.000 habitantes, 10 municípios. O Velho mundo inseminou o Novo mundo. O significado disso é que a migração de mineiros para cá mimetiza a dos europeus para o Brasil, em razão da grande seca do período cujos resultados foram a escassez de víveres e o desemprego. Catanduva começou a desenhar-se nesse período. Nesses 10 anos, o Brasil exportou 75 milhões de sacas de café que renderam aos barões da rubiácea 4 milhões e 700 mil contos de réis. Até 1910, ano da inauguração da rede ferroviária de CTV, o total de emigrantes chegou a 2.800.000. Por empreita consignada em contrato, os irmãos Sivelli obrigaram-se a plantar, num ano, na fazenda de Dona Veridiana Prado, em Ribeirão Preto, 200.000 pés de café. Bóia para o pessoal da lavoura por conta dos Sivelli. A paga? 300.000 contos de réis em 4 anos! O Capital não tem pátria, o trabalho não alcança preço digno  e o dinheiro migra dum bolso para outro. Nós, os meridionais Na América onde chegamos/não vimos palha ou feno./Dormimos no chão, ao relento,/e, como animais, repousamos./Com o senso dos italianos/mais a luta dos patrícios/no lapso de curtos anos/erguemos burgos e edifícios.

Numa tradução mais ou menos livre, a velha canção italiana do intenso período migratório é um poema de trabalho com pitadas de amargura e desencanto, porque, afinal de contas, onde haviam escondido a árvore de sonho que dava salame à luz plena do dia? O Paraíso não ficava na Mérica? Vênetos, lombardos, piemonteses, sicilianos -, o sonho se desfez como nuvem desarrumada pelo vento. E por que iríamos ficar calados se havíamos aprendido a lamentar-se de tudo e de todos, sempre que a situação fosse inteiramente desfavorável? O sentido do poema  lembra o  jazz sem a remissão para o Paraíso, quer dizer, apesar de o nosso mundo ser um vale de lágrimas, no céu, com Deus, viveríamos felizes. Os italianos, assim como os espanhóis, árabes, portugueses, japoneses, poloneses e alemães, queriam a terra e o fruto do trabalho. Nós, os italianos, queríamos trabalhar, amar, mandar os filhos para a escola e divertir-nos. E a Itália distante? Como ela havia-se tornado madrasta cruel para a grande massa de humilhados e ofendidos, com amor e ódio, ao embarcar para o Brasil, os italianos cantavam: Noi, italiani lavoratori,/allegri andiamo nel Brasile/ e voi d’Italia signori/lavoratelo il vostro badile/se volete mangiare! (“Nós, italianos trabalhadores,/alegres partimos para o Brasil./E vós que ficais, ó donos da Itália,/trabalhai empunhando a enxada/se quereis almoçar!”)

Em 1918, o Estado de SP tinha 4 milhões e 300 mil almas
e o Brasil 29 milhões.

Entre 1915 e 1919, migraram para SP 17 mil italianos e 27 mil espanhóis, lembrados de que a grande massa de imigrantes havia saído de  navio da Europa no final do século XIX. Se a televisão, como os velhos filmes da Metro, arrasta multidão para o boteco da cerveja da boa Juliana, em 17 nossos bisavós anarquistas deflagraram na Companhia Antarctica Paulista greve de enormes proporções para a época. Estávamos afiados e não nos contentávamos apenas com ver a musa rodar, sem o Capital dançar.Em 1912, 6 mil operários italianos trabalhavam  nas indústrias têxteis brasileiras, em particular nas fábricas paulistanas.  Em 18, o continente europeu, no tempo da Primeira Guerra (a mais terrível delas), começou a exibir sinais de esgotamento: povos beligerantes arrebentados, soldados mortos ou estropiados ou desanimados, população civil faminta e desempregada. A guerra só é desejável para quem comercia armas ou veículos usados no fronte, como foi o caso do Sr. Ford. Ninguém atirava casca de batata fora e, num anúncio do Daily Mirror, de 15 de janeiro, ofereciam-se “pedaços de carne de cavalo a 12 pences o quilo”. As mulheres estavam dando duro fora de casa e isso, para o general Foch, era prova de igualdade entre os sexos: num cartaz, uma enfermeira, soldado ferido aninhado nos braços, como se fora o Cristo agonizante, era chamada de the greatest mother in the world. Mamãe, mamãe, és arainha do lar e da war. Em Beaucourt, na França, refugiado num castelo, um soldado alemão anotou no Diário: “O lugar fede a sangue, suor, urina e excremento, iodofórmio e a roupa molhada. Mais em baixo, nos arredores, descascam-se batatas, e ninguém pensa em jogar as cascas fora; põem-se os feridos por cima. Dia e noite, soam gritos de dor pela casa, mas também exigências covardes e egoístas. O número de mortos no gramado do parque cresce constantemente, enquanto a escória do exército se agrupa em volta, com uma curiosidade revoltante. No canto, um homem cava sepulturas sem parar”.

O custo econômico da Grande guerra

Para a França, a Inglaterra e os demais países que se opuseram à Alemanha e seus coadjutores, o desembolso, monumental,com o custo da guerra, foi 125 bilhões seiscentos e noventa milhões quatrocentos e setenta e sete mil dólares, o dobro do que gastaram os adversários – 60 bilhões 643 milhões 160 mil dólares. O significado concreto de tais números é tarefa para economistas que poderão dizer-nos também o que teríamos feito com essa fortuna se a aplicássemos na distribuição de alimentos, escolas, hospitais, moradias populares não asfixiantes, saneamento básico. Pela análise dos sonhos de alguns pacientes, Sigmund Freud soube antes o que viria a ocorrer depois: o gosto pela morte estava entranhado em muita gente, como expressão de sua agressividade interna. Em números redondos, o custo total distribuiu-se do seguinte modo: EUA: 22 bilhões, Inglaterra: 35 bilhões, França: 24 bilhões, Rússia: 22 bilhões, Itália: 12 bilhões, Bélgica: 1 bilhão, Romênia: 1 bilhão e meio, Japão: 40 milhões, Sérvia: 400 milhões, Grécia: 270 milhões, Canadá: 1 bilhão e 600 milhões, Austrália: 1 bilhão e 400 milhões, Nova Zelândia: 380 milhões, Índia: 600 milhões, África do Sul: 300 milhões, Colônias britânicas: 125 milhões, outros países: 500 milhões, Alemanha:38 bilhões, Austro-Hungria: 20 bilhões, Turquia: 1 bilhão e meio e Bulgária: 800 milhões.

Na Vila Adolfo, os adultos do Sul de Minas Gerais que tinham nos alcançado pelo planalto de  Barretos, nos estertores do século XIX, já eram avós e seus netos souberam enfrentar com coragem o grande charco do Rio São Domingos. Muitos deles contraíram tifo, paratifo e gripe espanhola. Morriam como moscas envenenadas por bomba flit. Não fomos para a guerra, por isso não morremos pelas queimaduras infernais do lança-chamas, mas raramente de velhice na velha cama. A saga migratória dos mineiros poderá ser recuperada na  leitura da obra do dramaturgo de Barretos Jorge Andrade. Leia Vereda de Salvação, Os Ossos do Barão ou Rastro Atrás. Faúlhas da guerra espalharam-se pelo mundo e delas ninguém ficou protegido. Grande parte das pessoas vivia na zona rural e a vila ainda não tivera tempo para empoar o rosto com talco Ross. A vila parecia-se com uma rua de café e você chapinhava em poça de água na Rua Brasil, um pouco abaixo  do Clube 7 de Setembro, localizado na esquina da Rua Alagoas. O clube 7, mais tarde, foi trocado pelo Hotel Acácio que imitou o hotel em demolição do poema de Carlos Drummond de Andrade. Ernesto Ramalho foi a SP e de lá nos telegrafou a novidade: no dia 14 de abril de 1918 viramos Município. Do clube 7, do Higienópolis, da Vila Motta  e do S. Francisco, os catanduvenses saíram às ruas para comemorar o feito. Nascemos sob o signo do Carnaval. Catanduva em tempo algum quis dizer terra de mato ruim. Por puro acaso, ou não, aquele 14 de Abril era a data de comemoração do 129º. ano da  Revolução francesa, e foi nele, um domingo, que instalamos o Município, com orçamento magérrimo: cento e oitenta e sete contos, cento e setenta e três mil e oitenta réis. A cidade tinha 226 prédios, 60 estabelecimentos comerciais, 8 indústrias, usina elétrica, oficinas mecânicas, estação ferroviária, 1500 habitantes, além de 12 mil na zona rural, 7 milhões de pés de café, cereais, cana de açúcar e fumo. A instalação do Município, realizada no Clube 7, fez-se sob a presidência do juiz de Direito de São José do Rio Preto, Lafaiette Salles, e, a seguir, tomaram posse como vereadores Ernesto Ramalho, Joaquim Delfino Ribeiro da Silva, José Pedro da Motta, Adalberto Bueno Netto, Nestor Sampaio Bittencourt e Francisco de Araújo Pinto, 6 ao todo porque o dinheirinho curto não era capim e nenhum deles recebia mais que um atchim. No dia seguinte, depois do baile que varou a madrugada, a Câmara elegeu o presidente, Joaquim Delfino, que compôs a mesa do Legislativo. Como se fazia na época, e até 1930,  os componentes da mesa votaram para a escolha do prefeito inaugural da cidade, Ernesto Ramalho  e o vice Araújo Pinto. Curtíssimo foi o primeiro  mandato de Ramalho terminado em 13 de junho, quando ele foi nomeado coletor de impostos.

Canto de louvor a Ernesto Ramalho, nosso prefeito inaugural

Ernesto Ramalho traçou no mapa o arruamento inicial da cidade em cima da mesa de trabalho, xícara de café ao lado dos papéis. A partir da Estação Ferroviária, morro acima, riscou o braço maior da cruz de Cristo (Rua Brasil); cem metros abaixo, riscou o braço menor (o antigo Parque das Américas: como são três, ele mostrou a Sylvio Salles como desenhar três seções ocupadas por imenso jardim). Os veículos subiam a Rua Brasil, porque esse era o percurso lógico de uma cidade em crescimento, como a espinha dorsal da criança ao alongar-se rumo à adolescência. Ao inverter-se as mãos de trânsito, inauguramos pontos de estrangulamento: no sopé da 7, na confluência da 1º. de Maio com a Brasil, na confluência da Brasil com o Parque das Américas, na confluência do Parque com a 7, na altura do fórum, na confluência da Avenida São Domingos com a Maranhão, na altura do Mercadão, na passagem da São Paulo sobre a linha férrea. Nossas mãos de trânsito estão enlouquecidas. À rua fronteira à estrada de ferro ele chamou de Rio de Janeiro, capital da República por 60 anos. A paralela ascendente foi denominada  São Paulo, o nosso Estado. Visionário, deu-se conta da expansão da futura cidade. Traçou-lhe as radiais: 7 de Setembro e 15 de Novembro. A República de 89 instalou-se em Catanduva em 1918 com Ramalho: 13 de Maio, 24 de Fevereiro, 21 de Abril, 3 de Maio. Civilista, brincou com linhas gregas, cruzamentos e entrecruzamentos, Estado e capital: Pará / Belém, Amazonas / Manaus, Rio Grande do Norte / Natal, Paraná / Curitiba, Santa Catarina/Florianópolis. Catanduva virou um Atlas sociopolítico de escala diminuída. Catanduva ergueu-se da prancheta pelas mãos de Ramalho. Ele desenhou nossa topografia urbana 60 anos antes de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, em Brasília. Ernesto Ramalho viu o futuro onde só havia passado e mundo rural.

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