Como solucionar um crime quase-perfeito, III

Luiz Roberto Benatti

1º.) Dificilmente o morto teria ido comer hambúrguer de frango e abacate na véspera de seu assassínio, em razão  de o MacDonald’s exibir um M amedrontador na fachada: atire no M para matar.

2º.) Por lógica, o morto deveria ter biografia atestada e  firma reconhecida no cartório, mas isso o  levaria   a morrer 3 meses antes.

3º.) O morto era tão famoso, que os matadores lamentaram não ter feito selfie com ele deitados em decúbito ventral.

4º.) As chuvas intensas de fevereiro e março costumam molhar a bota e  a identidade dos matadores, de tal modo que é como se eles jamais tivessem existido.

5º.) Depois que o assassinado foi morto com 30 tiros, nem com reza brava ele vai-se levantar do chão para jogar truco com os velhos e inseparáveis amigos.

6º.) Por sofrer de acrofobia,  morto preferiu morrer a ver de novo Esquadrão 6.

 7º.) O morto era  feito de raios concêntricos de onde partiam  cartilagens, cabelo e suor que o atavam ao desafeto.

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