Espera

Luiz Roberto Benatti

o tecido da noite

cicatrizou-se à luz crua da manhã

– couro de  boi esturricado

quando quase tudo  se desorganiza

os gatos  alongam-se na mata

o carteiro olha para a correspondência

e o número da casa trancada

o capim cresce acima das cabeças

e espalha sementes ao vento

o medo não sabe seu nome

e a coragem é um sapo enxotado

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