Poema

Poema/Eugenio Montale

Hai dato il mio nome ad um albero? Non è poco
pure non mi rassegno a restar ombra, o tronco
di um abbandono nel suburbio. Io il tuo
l’ho dato a un fiume, a um lungo incendio, al crudo
gioco della mia sorte, alla fiducia
sovrumana con cui parlasti al rospo
uscito dalla fogna, senza orrore o pietà
o tripudio, al respiro di quel forte
e morbido tuo labbro che riesce,
nominando, a creare; rospo fiore erba scoglio –
quercia pronta a spiegarsi su di noi
quando la pioggia spollina i carnosi
petali del trifoglio e il fuoco cresce.


Poema (tradução)

Você deu meu nome a uma árvore? Não é pouco,
mas não me conformo com ser sombra ou tronco,
no ermo da periferia. O seu
eu o dei a um rio, ao demorado incêndio, ao embate
cruel do acaso, à confiança
sobrehumana com que você falou com o monstro
saído da fossa, sem terror ou piedade
ou êxtase, cuja respiração violenta
e mórbida seu lábio acompanha
ao citá-lo pelo nome para provocá-lo:
monstro flor erva obstáculo –
carvalho pronto a desfraldar-se sobre nós
quando a chuva se despe e agitam-se
pétalas carnudas de trevo e o fogo aumenta.


Luiz Roberto Benatti

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