Mão negra, papel branco

Luiz Roberto Benatti

Você poderá chamar o negro de negro ou de afrodescendente, desde que o segundo termo não lhe pareça enfeitado de penduricalhos acadêmicos, lembrado no entanto que uma coisa é a fala do emissor e outra a aceitação do receptor. Talvez você não se interesse pela teoria das cores conforme a formulou o alemão Goethe. Independentemente disso, você acredita poder reconhecer sem erro as cores preta e branca. Pode, ainda que no caso da distinção das pessoas por suas etnias você troque o pálido meio amarelado pelo branco e certo tom semelhante ao de terra queimada pelo preto. Corrigir esse uso incorreto de velhas cores não muda a questão social nem o senso de exclusão embutido nas falas e ações do dia-a-dia, ainda que pudesse deixar intrigadas pessoas que se têm na conta de perspicazes. Faça o exercício da mão e a folha de papel.

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