O DESENCANTO DO QUIXOTE 4 – Ressurreição na terra

Chantal Maillard/Benatti


Olhe para o céu. Para a terra,

A seguir. Diga:
há um sonho esperando para ser sonhado.
Um sonho espera para ser sonhado.

Boca seca. Não há
saliva. Erga os   olhos
para  os falcões
e os mísseis. Não deixe os olhos
ao rés  do solo,
para  a grama,
entre a ferrugem,
onde a grama queima
verde e poderosa.

Eu perdi minhas armas.
Eu joguei fora o escudo.
De todas as verdades que escolho
apenas uma restou: a carícia do sol
no tronco de minha alma
calcinado.

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