A mulher fatal de Benjamin Péret foi vista na quarta-feira de Carnaval de Antônio Carlos Jobim & Vinícius de Morais

Luiz Roberto Benatti

Se for verdade que nossa tristeza é parte do DNA dos índios que nos emprestaram cultura, Língua, culinária, bem nos ensinaram  como encontrar rasto de cotia diante da bolsa de SP, como sugeriu Macunaíma, e se isso tudo tem a ver com nossa identidade em construção, então deveremos admitir que certas inscrições criptografadas de nossa Literatura mereceriam ser decodificadas. É o caso dos poetas Benjamin Péret, Jobim & Vinícius  que, vivendo os três  no Rio de Janeiro, em épocas diferentes, encontraram um modo de dizer quase do mesmo jeito que a gota de orvalho namora a pétala de flor, antes de tombar como lágrima de amor. Péret escreveu: “Un sourire large comme une goutte d’eau/flotte devant elle/et se perd dans la nuit”, quer dizer, “Sorriso largo como gota d’água flutua à frente dela e se perde na noite”, enquanto que Jobim e Vinícius anotaram: “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor: brilha tranqüila, depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor”.

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