Edgar Allan Poe e O corvo

Luiz Roberto Benatti

Poe publicou The raven/O corvo em 29 de janeiro de 1845, há 170 anos, portanto. Poesia vigorosa de alta sonoridade, à medida que o leitor percorre com os olhos suas estrofes, os sons se enfiam em nossos nichos mentais de onde não mais se evolam. Poe ficou tão entusiasmado com tê-lo composto que logo a seguir redigiu A filosofia da composição em que fala também do poema. É possível que Barnaby Rudge de Charles Dickens tivesse servido de inspiração. Desesperado pela perda da amada, o estudante do poema, à meia-noite, ouve batidas à porta e depois à janela. Ao abri-la, recebe a visita da ave soturna que se assenta no busto de Palas Atena, a deusa da sabedoria. Às perguntas do apaixonado, o corvo responde sempre do mesmo modo – nevermore, quer dizer, não mais Lenore,a amada. Além disso, never é anagrama de raven. O poema está saturado de rimas internas e aliterações. Para arrancar nossa poesia do estado de miséria, deveríamos rezar para que as escolas de Letras ensinassem aos alunos como ler O corvo. Meu poema é uma composição feita à margem de Poe. O desenho de Manet ilustra a tradução para o Francês de Mallarmé concluída  em 1875.

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