O capitão Ahab na Câmara

Luiz Roberto Benatti

Da tribuna da Câmara, como se tripulasse o barco da Lógica e da Política  prestes a sossobrar em meio à tempestade, Cidimar Porto, médium improvisado, deixou que por sua voz falassem vozes espectrais de outrora. Usou ele a metáfora grega do timoneiro ou capitão de navio que, não só carece de informações detalhadas sobre mares e escolhos, como também precisaria ter o pleno domínio de  bússola, sextante, estrelas e técnicas de controle da marujada. Para ele o prefeito Geraldo Vignolli é “um incapaz desfocado”. Note o leitor que para quem, até outro dia, não tinha a menor noção do significado de “acervo”, o marujo  bem rápido posgraduou-se como secretário da cultura.Lembro ao Cidimar Porto que quem inventou a Estação cultura, sem a qual ele continuaria como gerente de almoxarifado, fui eu, um dos atuais privilegiados.  Como ele nos chamou de “90 privilegiados”, pergunto-lhe quantos barris de rum ele salvou  no afundamento do Titanic capitaneado por AMN? Não, filhote do capitão Ahab, o barco do Vignolli não está à deriva com crase, porque agora, com a empáfia atirada na lixeira, sem berros e murros na mesa, sabemos para onde temos de ir. Cidade justa e progressiva? Cidimar, você precisa de NOVAS OPÇÕES?

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