Memórias da EFA, na Estação Cultura

Luiz Roberto Benatti

Na 5ª.-feira do corrente, dia 15, o diretor de cinema Marcelo Machado projetou no salão de exposições da Rua Rio de Janeiro o semidocumentário “Memórias da EFA”. Público discreto e atento. Sem firulas, o enredo acompanha  num automóvel mulher, marido e filho, de Araraquara à barranca do Rio Grande, ao longo dos  trilhos da estrada de ferro, pára em algumas localidades, percorre velhas estações, quase todas elas completamente abandonadas, e lamenta a situação de indigência em que nos metemos de Juscelino Kubistchek para cá, que, à socapa, trocou o trem pelo automóvel e a rodovia. Catanduva e os catanduvenses deveriam assistir ao filme que será projetado, uma vez mais, na próxima 2ª.-feira no auditório do MIS/biblioteca, na Avenida São Domingos, 870. O filme é tocante e o público permanece em silêncio como se estivesse num velório. De todas as estações visitadas, a mais limpa, conservada e estruturada para nela difundir-se Cultura é a nossa. Particularmente, penso que todos nós, adultos e adolescentes, deveríamos assistir ao filme. Com pleno respeito aos familiares e amigos da professora de redação morta em circunstâncias dramáticas (minha filha Miranda foi sua aluna), afirmo que nos EUA ou na Europa ela continuaria viva até a velhice, visto que a curta distância em SJRP e CTV é percorrida em 15 minutos. Neste instante, 7 ou 8 metros acima da saleta em que estou, a longa composição cargueira da ALL acabou de passar rumo a Santos. Ainda bem que os trilhos não foram removidos!Adoro esse apito dum tempo em que o País tinha juízo!

[Este trenzinho mixuruca desenvolve a bagatela de 300 km/hr]

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