Todo mundo foi ao circo menos eu, nobre vereador, defensor dos fracos e oprimidos

Luiz Roberto Benatti

Com exceção de Júlio Ramos, eles não deram o ar da graça, por uma simples razão: a festa era de graça, com circo, comida, suco, futebol de sabão, doação de cães e gatos. A câmara está encapsulada em seu próprio mito: o da redenção medieval trazida até o chão da imanência, quer dizer, em vez do deus da Idade média, os cardeais camerísticos. Ao seu lado, no prédio contíguo, ficam o prefeito e seus auxiliares, mas, diz a câmara, trata-se dum desacerto do mundo moderno, porque nós é que deveríamos elaborar a Lei e executá-la, porque somente nós sabemos das coisas do mundo bem como as  transcendentes. Não fomos ao estádio do conjunto esportivo e não gostamos , e mais: na terça-feira, exigiremos que os responsáveis exibam as contas. O fundo de solidariedade que mostre o que sobrou no fundo do cofre. Cachorro quente? Meus filhos ou netos só vão ao MacDonald’s. Suco feito no Fundo? Coisa de pobre. Meus filhos e netos só tomam Del Valle. Pobre, pardo, negro, representantes de todos os DNAs desde Cabral, não têm modos. Onde  já se viu? O guloso comeu 4 sanduíches e ainda ficou ali com cara de pidoncho. Prezados representantes do legislativo, essa foi a maior festa popular da cidade e vocês perderam a oportunidade de conhecer o “povo” (mito que vocês sustentam nas eleições). Onde vocês almoçaram? Quanto custou o sashimi?

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