Do ciclo “Poemas da negra” de Mário de Andrade

LRB

Poema VI

Quando

Minha mão se alastra

Em vosso grande corpo

Você estremece um pouco.

É como o negrume da noite

Quando a estrela Vênus

Vence o véu da tarde

E brilha enfim.

Nossos corpos são finos.

São muito compridos…

Minha mão relumeia

Cada vez mais sobre você.

E nós partimos adorados

Nos turbilhões da estrela Vênus![…]

Poema XI

Ai momentos de físico amor,

Ai reentrâncias de corpo…

Meus lábios são que nem destroços

Que o mar acalanta em sossego.

A luz do candieiro te aprova,

E… não sou eu. É a luz aninhada em teu corpo

Que aos sons dos coqueiros do vento

Farfalha no ar adjetivos.

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