No México, a coisa ‘tá ruim, mas ‘tá boa

Luiz Roberto Benatti

A rede amplia-se, estabelece-se na casa ao lado, a rapaziada finge-se de semimorta, há um gerente que sorri para os pássaros e presta contas ao gerente do andar de cima que presta contas ao chefão do teto solar. Aqui em baixo, os que não são caretas bebem quase todas, trocam no cirurgião plástico o nariz de carne por um de louça, vomitam sobre si mesmos e recomeçam. Quando a grana se acumula na mala preta, é hora de comprar um carrão, acelerar até 150, cantar pneu, mandar o revólver para o armeiro folheá-lo a ouro. Compre um Lanborghini, mergulhe na piscina, grite pelado no pasto, ordenhe o banco. Estamos às vésperas do Apocalipse, mas ainda falta muito para a coisa explodir. Vida longa ao talco, à farinha e à pontaria. Leia os livros de Cormac McCarthy.

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