Marília de Dirceu/Gonzaga

LRB

Por morto,Marilia,
Aqui me reputo:
Mil vezes escuto
O som arrastado,
Mas ah!que nao treme,
Nao treme de susto
O meu coracao!
A chave la soa 
Na porta segura:
Abre-se a escura,
infame masmorra
Da minha prisao.
Mas ah! que nao treme,
Nao treme de susto
O meu coracao!
Eu vejo,, Marilia,
A mil inocentes
Nas cruzes pendentes,
Por falsos delitos,
Que os homens lhe dao.
Mas ah! que nao treme,
Nao treme de susto
O meu coracao!
Se penso que posso
Perder o gozar-te
A gloria de dar-te,
Abracos honestos
E beijos na mao,
Marilia, ja treme,
Ja treme de susto
O meu coracao!
Repara,Marilia
O quanto e mais forte
Ainda que a morte,
Num peito esforcado,
De amor a paixao.
Marilia, ja treme,
Ja treme de susto
O meu coracao!

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