A ditadura de 64 só terminou, de fato, no dia 31 de outubro de 2011

Luiz Roberto Benatti

O escritor e dramaturgo Aguinaldo Silva era copidesque do jornal Última hora do Nordeste. A ditadura pôs abaixo o barraco da República, os esbirros fecharam o jornal e o moço veio para o RJ. Há pouco, ele consorciou-se com um grupo de novelistas responsável pela trama de Fina estampa, diálogos cheios de malícia e perspicácia, trama bem urdida, humor e paixão. 44 anos depois do golpe, na segunda-feira, dia 31, o escritor atirou a ditadura ao chão, deu-lhe uns tabefes bem dados e a levou para casa meio capenga: o 64 acabou com Griselda, a açoriana, a cavaleiro do peito magro de Teresa Cristina que, como criatura produzida pelo imaginário político, saiu dos salões iluminados de SP e foi gritar na rua os gritos histéricos contra  Jango Goulart. A ditadura perseguiu, prendeu, torturou e matou. Teresa está de farol baixo. Não se iludam: os inimigos da República formam legião. Permaneçam em vigília.

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