A Câmara não estava lá 2 – A festa

Luiz Roberto Benatti

Os felizes componentes da Câmara não trocaram a lagosta ao Termidor pelo churrasco e a maionese nem duas doses do conhaque Napoleon pelo guaraná Devitto. Também não tiveram o mais mínimo interesse em saber quantas bicicletas, geladeiras, celulares, tablets, panelas de pressão e  fogões foram sorteados e quem, por acaso, foram os ganhadores. Num mês, o nobre vereador ganha o salário de um ano do pessoal do andar de baixo da prefeitura. O galpão do Recinto de exposições não tem ar refrigerado como o gabinete do edil  e ali o estacionamento estava em campo aberto, não recomendável, portanto, ao Toyota dos alegres  representantes do povo. O que fez Geraldo Vignolli? Foi ao velho livro de receitas de José Antônio Borelli e estudou a culinária quase-populista do Nego. Onde havia festinha de miss da classe alta, ele propôs a grande festa das crianças no Conjunto esportivo; onde havia baile da bonequinha de piche, ele anotou Almoço de confraternização com os  funcionários do Município. Quem sabe que o povo mora mal no andar de baixo estava lá para comer, beber bom chope, dançar e observar. A Câmara estava onde sempre esteve: na Lagoa da Carpa  Dourada    da China imperial.

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