2º. grande encontro sobre o uso das falácias no Facebook

Luiz Roberto Benatti

Grande número de freqüentadores do Facebook mentem até ficar sem dentes ou virar dementes. Para isso fazem uso das falácias conhecidas dos gregos há mais de 3 mil anos. A falácia é como  papel de embrulho brilhante e bonito que envolve produto ruim. Você mente na cara dura ou então pensa que escalou o Everest, bem acima do bem e o mal. Por que você o faz? Porque tanto na queda de braço quanto numa discussão poucos aceitam perder e, perdido, estender a mão ao adversário. O Facebook é como ofurô coletivo onde quase todo mundo lava o rosto, a orelha e as partes íntimas. Quanto mais tépida a água melhor. Na lição de hoje, estudaremos as falácias dos apelos. Encantadoras, primores do engodo. Fique atento se não você se estrepa. Não confunda capitão de fragata  com cafetão de gravata. Não vá na onda do cara que é isso ou  aquilo, o maioral da paróquia, porque uma coisa é o que ele diz, outra é sua inserção social, sua beleza social, seu veneno no embornal. A primeira delas é o apelo à força, todos os dias presente na rede. O sujeito diz: “Você o defende porque é ele quem paga o seu salário”. Legal, porque o facebuquista acabou de dizer que você não passa dum crápula, vendido por 2 quilos de banana.  Quer dizer que o sujeito não considerou o conteúdo do que você disse. Ele o ataca e vai para o tapete vermelho: “The winner is …” Veja se você gosta do apelo à multidão. “Todo mundo critica esse sujeito, portanto ele só pode ser mau administrador.” Aristóteles disse que você jamais conhecerá a totalidade dos indivíduos, razão porque “todo mundo” é mera ficção de lista de telefones: nela não existem todo mundo e ninguém. Apelo à emoção? “Eu, petista de primeira hora, apelo ao presidente do Supremo tribunal de Justiça que lance o manto da proteção sobre Dirceu e Genoíno.” Por fim, em razão dos poucos minutos que nos faltam, aí vai o apelo à vaidade. “Acho espantoso que alguém culto e respeitado como você …”Se sou culto e respeitado devo ficar de olho no espelhinho de bolso e não opinar sobre besteiras que assolam o País – o famoso FEBEAPÁ. Bons tempos os do Pasquim.

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